Sustentabilidade - 02 de outubro, 2019

Sustentabilidade e IoT: solucionando problemas e melhorando a vida nas cidades

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Melhorando a vida em cidades de maneira sustentável

Segundo dados da Organização das Nações Unidas, atualmente mais da metade da população mundial (54%) vive em áreas urbanas e, até 2050, essa proporção pode aumentar para cerca de 66% – ou seja, dois terços de todas as pessoas no mundo. Com esses números impressionantes, os desafios de estrutura e utilização de recursos naturais ficam cada vez maiores, mas o setor de tecnologia está trabalhando mais do que nunca para trazer soluções inteligentes para esses (e vários outros) problemas.

No conceito de Internet das Coisas (ou IoT, na sigla, em inglês), objetos do cotidiano são equipados com a capacidade de conexão à internet, permitindo que suas funções e utilizações sejam expandidos e/ou melhorados. Além de usos em dispositivos pessoais ou residenciais, a IoT tem enorme potencial de aplicação em cidades, trabalhando em conjunto à população para tornar as vidas de todos mais fáceis, simples e sustentáveis.

Em grande escala, essas tecnologias podem ser aplicadas de diversas maneiras: em estradas, coletando informações sobre o trânsito e mobilidade, alterando rotas e apresentando alternativas mais rápidas e eficientes para passageiros e motoristas; em prédios, estabelecimentos e praças, através de sensores que gerenciam a iluminação, temperatura, ventilação e lotação, criando espaços mais confortáveis para seus visitantes e com menos desperdício de recursos; em sistemas de abastecimento de água, fornecendo informações sobre qualidade e disponibilidade, controlando fluxos e evitando desperdício. Com criatividade, análise de dados e inovação, as cidades inteligentes têm um grande poder de transformar nossa relação com o espaço onde vivemos, aumentando a qualidade de vida dos habitantes sem prejudicar a natureza.

Porém, apesar de tantas vantagens, o sistema de IoT integrado em cidades também apresenta riscos, já que como toda conexão à internet, está sujeita a invasões maliciosas. Por exemplo: dados e sistemas de gerenciamento de trânsito podem ser alterados para causar caos ou analisados para determinar os lugares com maiores fluxos de pessoas, transformando-as em alvos fáceis para pessoas mal-intencionadas. Há também o risco de roubo de dados de todos os tipos, que podem ser usados de diversas maneiras a fim de criar situações de risco público, prejudicando centenas e até mesmo milhares de pessoas.

Preocupações com a privacidade individual também surgem em um mundo conectado. Existe um medo muito presente de entrarmos em um estado de vigilância constante, onde sempre há algum sistema que sabe onde cada pessoa está, o que ela está fazendo, por onde passou, o que comprou. O leque de possibilidades do que pode ser feito com essas informações é tão grande quanto preocupante, e para que exista uma implementação benéfica de sistemas conectados em cidades, esses são pontos que precisam ser fortemente considerados e sistemas de segurança poderosos precisarão ser criados.

Uma cidade inteligente que é benéfica, prática e saudável para todos os habitantes e seu planeta é possível, e está mais próxima do que imaginamos. Os desafios desse desenvolvimento são grandes, mas seus benefícios são muito maiores para serem ignorados. O futuro já chegou.

Fontes:
https://escholarship.org/uc/item/7dp1t4p8
https://www.unric.org/pt/actualidade/31537-relatorio-da-onu-mostra-populacao-mundial-cada-vez-mais-urbanizada-mais-de-metade-vive-em-zonas-urbanizadas-ao-que-se-podem-juntar-25-mil-milhoes-em-2050

Melhorando a vida em cidades de maneira sustentável

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