Tendências - 12 de novembro, 2019

Nova tecnologia permite que edição de DNA cure doenças genéticas no futuro

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Edição de DNA pode curar doenças

Que a tecnologia e seus avanços têm tornado nossas vidas e processos cada vez mais simples em praticamente todas as áreas, é fácil de perceber. Desde a facilidade na comunicação que um celular permite, até a realização de tarefas antes feitas apenas por humanos – como fazer um café ou operar uma indústria, a tecnologia está presente em tudo.

Uma área onde os avanços tecnológicos também estão quebrando paradigmas e trazendo grandes revoluções é a área da saúde. Além de diagnósticos mais rápidos e certeiros feitos por dispositivos de inteligência artificial, e órgãos sendo impressos em impressoras 3D, a tecnologia está indo a escalas cada vez menores na busca de respostas e soluções que melhorem a longevidade e qualidade de vida humana.

Uma dessas tecnologias é a chamada de “prime editing” (“edição de qualidade”, em tradução livre). Ela permite que o DNA humano seja editado para que mutações que causam doenças sejam corrigidas, eliminando até 89% dos erros genéticos.

Desenvolvida pelo Instituto Broad, nos Estados Unidos, a técnica já passou por testes em laboratórios e foi capaz de corrigir diversas mutações. Uma delas é a da anemia falciforme, doença hereditária que altera os glóbulos vermelhos do sangue, onde eles ficam com o formato similar ao de uma foice, e se rompem com muito mais facilidade.

Segundo seus criadores, o prime editing funciona como um “processador de palavras”, capaz de encontrar um determinado erro e corrigi-lo. O DNA é composto de 3 bilhões de “letras” – A, C, G e T – e uma mudança em apenas uma delas pode causar diversos tipos de doenças. A anemia falciforme, por exemplo, acontece quando uma mutação torna um A específico em um T. O prime editing seria capaz de reverter esse T de volta para um A, corrigindo o problema e devolvendo aos glóbulos vermelhos seu formato normal.

Como a maioria dos avanços na área da saúde, o prime editing levanta diversas questões éticas e morais, já que suas aplicações têm efeitos profundos em seres humanos. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo projeto, ele ainda precisa de muito mais avanços na otimização do método para que ele atinja níveis seguros de aplicações em tratamentos, mas ele demonstra muito potencial e poder de revolução na medicina como um todo.

Fonte:
https://www.bbc.com/portuguese/geral-50133350

Edição de DNA pode curar doenças

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