Experiência - 30 de outubro, 2019

Inteligência artificial na propaganda: emoções e suas influências

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Ferramentas de inteligência artificial em uso no marketing

Na psicologia humana, as emoções estão no comando. A maioria das decisões que tomamos estão baseadas em fatores emocionais, mesmo que inconscientemente – desde a compra de uma blusa até em qual vagão do metrô vamos entrar: todas as nossas experiências estão associadas a diferentes emoções, que influenciam nossas futuras decisões e experiências.

Baseado nessa constatação, o jornal estadunidense The New York Times anunciou que começou a testar uma ferramenta de inteligência artificial nos anúncios e propagandas que aparecem nas páginas de notícias do seu site. Essa tecnologia tem base no aprendizado de máquina e ajuda a determinar qual tipo de propaganda tem mais chances de impactar um determinado grupo de pessoas, baseado em quais emoções determinadas notícias despertam em seus leitores.

Para atingir esse objetivo, foram coletadas e analisadas informações por mais ou menos 1 ano, e depois criada uma lista com 30 emoções mais comuns. Dessas 30, 18 foram disponibilizadas para anunciantes escolherem quais “combinam” melhor com seus anúncios.

Além das emoções mais comuns, como tristeza e felicidade, algumas mais específicas também foram incluídas na lista, como otimismo, competitividade, fascínio, vontade de gastar, nostalgia, medo e paixão.

Para os anunciantes, essa é uma ótima ferramenta, já que possibilita que seus anúncios cheguem aos públicos certos e se relacionem às emoções que priorizam. Mas, a ferramenta levanta certas dúvidas no público, já que podem ser usadas com a intenção de manipulação – principalmente quando associadas a notícias, que por definição, devem apresentar apenas a verdade fatual, sem influências de pontos de vista ou com a intenção de vendas.

E o The New York Times não é o único site a utilizar o recurso: o USA Today adota um mecanismo similar desde 2017, e o The Daily Beast também tem sua própria ferramenta em fase de testes.

Em todo o processo de pesquisa, um fato simples surpreendeu os desenvolvedores: as pessoas não se interessam só por notícias felizes. As proporções de leitores emocionalmente afetados por notícias positivas e negativas não são tão diferentes, provando que o interesse humano se expande em diversas direções diferentes.

Fonte:
https://www.tecmundo.com.br/software/141876-ia-usada-associar-propagandas-emocoes-sites-noticias.htm

Ferramentas de inteligência artificial em uso no marketing

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