Tendências - 11 de outubro, 2019

Automação, emoção e o futuro do mercado de trabalho

  •  
Automação e emoção

Em um futuro não tão distante assim, diversos trabalhos e funções serão automatizados e realizados por robôs e máquinas equipadas com inteligência artificial. Estudos estimam que na próxima década quase metade de todos os trabalhos nos Estados Unidos serão automatizados.

Essa perspectiva pode ser assustadora para nós, os humanos, e parecer que traz promessas de desemprego e cenários distópicos de pobreza e dominação da tecnologia; mas, olhando um pouco mais de perto, é possível perceber que esse não será o caso.

Analisando os tipos de tarefas que são realizados pelos inovadores sistemas tecnológicos, um padrão é percebido: trabalhos repetitivos, rotineiros, que dependem de análises de dados e input de informações e comandos. Esse será o principal tipo de funções que serão tiradas das mãos humanas, considerando a taxa de sucesso e a velocidade dos sistemas automatizados. Mas, por mais eficientes que sejam os aparelhos tecnológicos, existem algo que eles (ainda) não são capazes de substituir: as emoções humanas.

Trabalhos e tarefas que exigem níveis maiores de interação e empatia humana não serão substituídos assim tão facilmente, já que dependem integralmente da nossa habilidade de não apenas sentir e expressar nossas próprias emoções, mas também a de perceber, empatizar e reagir de acordo com as emoções de outros. Das positivas às negativas, a interpretação emocional e a interação humana são insubstituíveis, e no futuro, serão habilidades muito valorizadas no mercado de trabalho.

Entre os milhares de exemplos, é possível citar vários: sistemas de análise de dados já são capazes de analisar uma lista de sintomas e fazer um diagnóstico extremamente acertado, mas na hora de discutir opções de tratamentos ou transmitir uma má notícia para uma família esperançosa, uma máquina não é o mais indicado para a tarefa. Ou quando um cliente irritado e que está se sentindo prejudicado liga para um call center, buscando resolver um problema específico, que não está nas opções disponíveis no sistema automatizado, e é atendido por um humano que entende seu problema, e trabalha para trazer soluções.

Nessa perspectiva, o futuro do mercado de trabalho parece bem menos assustador: não seremos completamente substituídos, apenas mudaremos de foco. Nossas qualidades únicas de seres humanos serão nossa principal vantagem sobre as máquinas, e quanto mais desenvolvidas essas habilidades, melhores serão nossas chances de posicionamento no mercado de trabalho do futuro.

Fonte:
https://hbr.org/2019/09/are-you-developing-skills-that-wont-be-automated

Automação e emoção

Twitter
 

Enviar por e-mail